Maria e Vinicius

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Antonio Maria e Vinicius de Morais eram grandes amigos. No livro Diário de Antônio Maria, o cronista fala de uma carta recebida do poetinha e que transcrevemos aqui, no Dia do Amigo.

“Vinicius me escreveu, de Paris. Sabe que me magoou quando uma noite, de pileque, fez uma cena de ciumes e me chamou para brigar. Depois disso, não achei jeito nunca mais de ficar perto dele. Agora me escreve e fala demoradamente sobre o caso. Diz; “Você é homem guardador de coisas, mas, francamente, comigo não é preciso. A amizade que há entre nós, um negócio tão viril e sério, não pode, positivamente, se intimidar diante de coisa nenhuma. Que diabo, meu Maria! Pegue um papel e me escreva uma carta bem terna, dizendo que não há nada, e esqueça os imponderáveis da vida. Eu preciso da sua amizade e o resto é bobagem. Você me disse que a única coisa que poderia quebrar nossa amizade seria uma mulher. Eu estou certo de que nem isso.

Acho que esta carta me desmagoou inteiramente. Vinicius se renovou, de repente, em minha amizade. Que coisa boa!”

 

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