O capista

Quem faz arte é artista, então quem faz capa é…. Sim, capista. Hoje, o blog faz duas perguntinhas para Gerson Kauer, que além de ser um dos cronistas (mais um ista!), é quem pensou a ideia da capa do livro.

– Como funciona o processo para criação de uma capa (pode resumir)

Tudo parte de uma conversa com o autor, sua ideia inicial e seu imaginário, desenvolvido durante o processo da escrita. Gosto de ler, pelo menos parte da obra do autor para pegar o clima. A partir daí se define o estilo, a técnica, a inspiração e até detalhes, como lettering do trabalho, detalhes decorativos, etc. A visão artística do capista entra em ação. Normalmente faço esboços da ideia antes de partir para uma produção que envolva fotografia, locação, ilustrações e trabalhos complexos.

– Para fazer a capa do Maria volta ao bar, de onde você partiu?

Parti do bar 😉 (Toma, Editor!)

Neste Caso, como um dos autores, o imaginário nasceu e se desenvolveu no convívio, no clima do bar, nos encontros com todos os “marias” e com O Maria. Portanto, estava em mim parte da ideia de capa e o clima do projeto.

Discuti com o Rubem as possibilidades, ele tinha já uma imagem na cabeça, gostei da visão que ele me passou e partimos para a produção.

Como também sou fotógrafo, ficou tudo em casa. Montamos iluminação no bar, (em dia normal de funcionamento) brifamos com os autores, que se tornaram atores naquele momento, incorporando seus “Marias”. Fizemos as fotos dos autores em uma noite e em outra, a foto da mesa com o jornal, também no Bar Apolinário, nosso parceiro.

A foto da mesa foi feita com um jornal atual que, posteriormente, passou por várias horas de edição, quando retiramos toda arte atual substituindo por textura de papel levemente envelhecido. Também reconstruímos digitalmente a textura do chão do bar, para ficar mais uniforme.

Aplicamos um layout de época ao jornal sobre a mesa, o que ficou muito legal, pois além de uma “matéria de verdade”, os logos Santa Sede e Bar Apolinário, aparecem na forma de “reclames”, os anúncios publicitários da década de 60.

Foi muito gratificante, um projeto de corpo e alma. Maria merece.

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Um comentário sobre “O capista

  1. Uma colaboração: o trabalho do Kauer superou em muito a imagem difusa que imaginei para ser a capa do livro. Como todo bom redator, quando penso em “imagem”, isso está ligado mais aos conceitos do que às formas.
    Por isso sou fã ardoroso dos diretores de arte: eles corporificam os conceitos. E como são hábeis!
    De parabéns Gerson Kauer e equipe! Espetaculares!

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