Crônica em Drágeas

Roberto MarquesPor Roberto Marques

Nomes de remédios

Tenho grande curiosidade em saber de que forma são escolhidos os nomes de remédios. Alguns são óbvios, como Melhoral. Outros parecem falsos cognatos como Flunarizina, que nada tem a ver com rinite ou gripe. Ou Magnopyrol que nada tem a ver com algum sintoma mental associado à megalomania. Outros, não são nada agradáveis de pedir ao farmacêutico, como Convulsan ou Dapsona. Sonridor seria para masoquistas? Fico imaginando o quão divertido poderia ser o momento em que foi batizado o famoso Viagra. Quantas sugestões estapafúrdias. Poderiam até acabar escolhendo algo como os já consagrados Omeprazol e Novalgina.

Diálogo um tanto drogado

  • Aí, mano! Vitamina ontem, saindo da tua Bayer.
  • Bactrin! Cefalox com ela? Eu não tava. Foi na hora em que eu Buscopan.
  • Claritin que não! Pra que?
  • Puta que Plasil! Para, Cetamol! Aspirina um pouco de ar puro. Não esquece o que ela te fez. Gardenal memória. Ela não te merece e Cefalin voltar. Dipirona batatinha!
  • É coisa Ginsana, mesmo. Ainda Gastrol todo o meu salário e se faz de Lora tadina.
  • Mas bula ela não é. Nistatina morando por acaso? Ou tava?
  • Tava! Me convenceu. Eno pior momento que se vê quanto Valium um amigo.
  • Vodol outro conselho. Segue em frente, Te Allegra, que Sanador
  • É, acho que não existe remédio…
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